Pico.sh e a beleza teimosa da internet pequena
Curioso como sou, eu obviamente não podia ficar de fora. Foi assim que o Pico me chamou atenção: https://pico.sh.
Achei o sistema lindo, extremamente minimalista, e não perdi tempo. Fui logo acessando, fuçando e me entregando aos pequenos deleites da internet pequena.
Depois de analisar o sistema, não precisei de mais de duas horas para tomar minha decisão: eu tinha que entrar.
Paguei a pequena taxa de adesão e me tornei pico+ com orgulho.
É um sistema simples, mas muito bonito. Daqueles que parecem ter sido feitos com amor. Aliás, só mesmo com amor para manter uma infraestrutura simples na aparência, mas complicadíssima por baixo. E isso eu digo com certa propriedade, já que administro praticamente sozinho 100% do https://runv.club, sem muito apoio e com bastante teimosia.
Tenho uma obsessão particular por pequenos frameworks independentes, longe das garras das big techs, que sobrevivem mais por paixão do que por planilha de crescimento. Cada vez mais quero conhecer sistemas assim. Pelo menos, é isso que tenho buscado.
Falando especificamente do pico.sh, eu diria que ele foi feito em Go. Ainda não tenho certeza, mas, pela natureza do projeto, faz sentido. E, apesar da simplicidade aparente, ele é bem completo.

Pode ser um pouco desafiador para quem não entende muito bem de redes ou de sistemas em um nível, digamos, intermediário. Mas é inegável: o negócio é apaixonante.
Principalmente a estrutura de blogs. Foi isso que mais me fisgou no começo. Depois veio a questão magnífica dos túneis e, em seguida, das páginas estáticas.
Mas então apareceu a pergunta inevitável: eu teria mesmo que usar sempre rsync ou scp, de forma crua, toda vez que quisesse subir meu pequeno site ou meu pequeno blog?

Bem, não é novidade que sou preguiçoso e prático. E praticidade é algo que passa longe do pico.sh. Mas isso não é necessariamente ruim. Pelo contrário: foi justamente por isso que criei um mini-CLI para publicações, disponível no GitHub:
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